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Vini Jr. chora ao falar da avó com Huck e mostra ansiedade para o hexa: "Sexta estrela está demorando"

Atacante disse que regra da Fifa de expulsão para quem cobrir a boca ajuda a proteger contra o racismo

O atacante Vini Jr. participou do programa "Domingão com Huck" neste domingo. A entrevista foi gravada depois da vitória do Brasil contra a Escócia por 3 a 0, com dois do atacante do Real Madrid. O jogador se emocionou muito ao falar da avó Nilza. Ele também mostrou ansiedade em avançar com a Seleção para conquistar o hexacampeonato do mundo.


Vini Jr chega a quatro gols na Copa e se consolida como destaque da Seleção

A dona Nilza, avó de Vini, mandou mensagem para o jogador depois da partida. O jogador não se aguentou ao lado de Luciano Huck e chorou. Ele contou que morou até os 16 anos com ela.


– É uma pessoa muito especial porque meu pai sempre morou longe, então sempre tive minha mãe e meus irmãos com minha avó. A casa era pequena, então dormi junto com ela vários dias. Fico sem palavras, ela marcou minha vida. Sei que há o momento das pessoas partirem, então aproveito cada momento com ela. Eles fizeram de tudo para viver meu sonho. Vê-la feliz não tem preço – Vini.

Com grande desempenho na Copa do Mundo, com quatro gols em três jogos, Vini mostrou ansiedade para conquistar o Mundial depois de 24 anos. Ele era um bebê em 2002. Completa 26 anos no dia 12 de julho, sete dias antes da decisão do Mundial.


– É uma geração que batalha muito para colocar o Brasil ao topo. A sexta estrela está demorando muito. Aprendemos muito nesses últimos anos. Muitos jogadores jogaram a última Copa América. O Ancelotti nos dá liberdade, tranquilidade e esperança para voltar ao topo. Ter Neymar, Casemiro, Alex Sandro, Danilo, Marquinhos, são muito experientes e nos dão muita liberdade para que nós, mais jovens, tenham espaço. Eu só tenho 25 (anos), mas temos uma galera muito boa vindo, com Endrick, Rayan... – comentou o jogador do Brasil.
Vini também falou de uma bandeira que carrega dentro e fora de campo: a batalha contra o racismo. A chamada "lei Vini Jr." prevê expulsão de jogadores que colocam a mão na boca para ofender outros atletas. O paraguaio Almirón levou cartão vermelho contra a Turquia nesta Copa. Tudo começou quando Vini acusou o argentino Prestinni de racismo em jogo do Real contra o Benfica.

– Essas conquistas fora de campo são muito mais importantes do que as que eu ganho dentro de campo. Porque eu ajudo muito mais gente. Claro que a evolução é lenta, mas que ela siga acontecendo para que a próxima geração não sofra. Eu tenho um irmão de sete anos e eu espero que ele não sofra com racismo. Quero fazer grandes coisas em campo, mas continuar inspirando jovens negros que não têm a voz que eu tenho – disse o jogador.


 
 
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