Renato Augusto anuncia aposentadoria como jogador e já planeja nova carreira no futebol.
- Bolin Divulgações

- 18 de set. de 2025
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Ex-meia conquistou ouro olímpico em 2016 e foi campeão por Flamengo, Corinthians e Fluminense. Aos 37 anos, jogador revela consultas para trabalhar em comissão e como dirigente.
Pode chamar de aposentadoria. Ou talvez de transição de carreira. Renato Augusto não é mais jogador profissional, mas nem sequer cogita ficar longe do futebol por muito tempo. Aos 37 anos, quatro meses após rescindir contrato com o Fluminense, o agora ex-meia confirma a decisão que já vinha amadurecendo há um bom tempo:
– Chegou o momento mesmo de dar um adeus. Ou até um até breve para o futebol. É o momento de virar para o outro lado da vida, dar uma atenção maior para os filhos, voltar a ser pai “full time”, voltar a ser marido “full time”. Chegou o momento de pendurar as chuteiras – disse em entrevista ao Abre Aspas, do ge, que será publicada na íntegra na próxima semana.
Renato mal havia encerrado uma carreira e já tinha convite para iniciar outra. Pensar em dirigir um time, seja na beira do campo ou nos bastidores, é algo que o empolga. Mas não nesse momento. Ele tem aproveitado os dias livres para jogar tênis, acompanhar uma reforma na casa e, principalmente, ficar com a família: a esposa Fernanda e os filhos Romeu, de sete anos, e Mateo, de dois.
Enquanto isso, Renato planeja os próximos passos. Um deles é retomar o curso da Licença B, da CBF, interrompido por conta dos compromissos como jogador.

– Eu ainda não sei muito bem o que eu quero. Tive algumas conversas com alguns clubes, algumas procuras, algumas consultas. Tanto pra parte técnica, como para ser diretor. Algumas coisas legais. Mas eu acho que nesse momento, primeiro é dar esse tempo para a família e depois me preparar para uma nova etapa da vida. E realmente começar uma nova vida – contou Renato, que ainda completou:
– Hoje eu penso em estar perto das coisas que eu quero fazer, por exemplo, conhecer como é o outro lado do clube. Porque a gente enxerga só de dentro do campo. A gente vê o futebol de dentro para fora. O que eu quero ver agora é de fora pra dentro. Eu quero ver como funciona, como que prepara. Começar com outros treinadores, participar, de repente, de fazer estágios ou alguma coisa. Participar com diretores. Eu quero agora aprender. Ver o outro lado do futebol que eu ainda não vivi!
Renato Augusto saiu da arquibancada da torcida do Flamengo no Maracanã para ser campeão pelo clube. Venceu Copa do Brasil e dois Cariocas pelo Rubro-Negro, mas foi o Corinthians com quem ele mais se identificou. Em duas passagens, fez 243 jogos e conquistou um Paulista, uma Recopa Sul-Americana e um Brasileirão – neste último, sendo eleito o craque do campeonato.
Pela Seleção, carrega ainda hoje a cicatriz da derrota na Copa do Mundo de 2018, na qual esteve perto de ser o herói, mas prefere lembrar do ouro olímpico no quintal de casa, em 2016.

A carreira teve também uma passagem pela Alemanha, no Bayer Leverkusen, ainda muito jovem, e pela China, onde ele diz ter vivido o auge pessoal, pelo Beijing Guoan.
No fim, prejudicado por questões físicas, ele não conseguiu jogar o quanto gostaria, mas ainda assim foi campeão da Recopa Sul-Americana pelo Fluminense, clube no qual jogou também na infância, ainda no futsal.

– É muito difícil você realmente falar: vou parar. Porque eu fiz isso a minha vida inteira. E não quero nem entrar na época de escolinha. Estou falando de federação, com todo domingo tendo jogo, tudo bonitinho, desde os seis anos. Por 31 anos eu só fiz isso. E eu sempre falei:
“cara, vai ser fácil. Na hora de eu falar que eu ‘vou parar’, vai ser fácil”. E eu vi que não era. Me custou entender que eu precisava começar a pensar nisso. O que mais me pesou, além do corpo começar a sentir a diferença de um jogo para o outro, de um treino para o outro, foi que eu queria ficar mais perto da minha família – conta o ex-jogador

Na entrevista ao Abre Aspas, Renato Augusto repassa a carreira e revela histórias inéditas, como uma crise de ansiedade que teve no vestiário do Corinthians. Ele também comenta a conexão criada com o Timão, relembra as negociações frustradas com o Flamengo e analisa mudanças no futebol. Não perca!




