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Com novas usinas, RN lidera expansão energética no país no 1º bimestre

O Rio Grande do Norte foi o estado que mais ampliou a capacidade de geração de energia elétrica no país no primeiro bimestre de 2026. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) mostram que o estado adicionou 640 megawatts (MW) ao sistema, liderando a expansão nacional no período. Apenas em fevereiro, entraram em operação no Brasil 16 empreendimentos, sendo 14 solares fotovoltaicos, uma usina eólica e uma pequena central hidrelétrica. Desse total, 13 começaram a operar em território potiguar, consolidando o estado como o principal polo de expansão da geração elétrica no país no início do ano.


No Brasil, a matriz de geração elétrica cresceu 1.286 MW entre janeiro e fevereiro, impulsionada principalmente por novas usinas solares. Atualmente, o país possui cerca de 217,9 gigawatts (GW) de potência fiscalizada, com 84,7% da matriz elétrica baseada em fontes renováveis, o que reforça o perfil limpo da geração nacional.


Grande parte do avanço recente no estado está associada ao Complexo Fotovoltaico Assú Sol, da Engie, instalado no município de Assú. O empreendimento recebeu cerca de R$ 3,3 bilhões em investimentos e possui 895 MWp de capacidade instalada, sendo o maior complexo solar da companhia no mundo.


Das 16 usinas do projeto, 12 já estão em operação, enquanto as demais devem começar a funcionar até junho próximo. No cenário regional, o Nordeste segue como principal polo de geração renovável do país. A Bahia lidera em capacidade instalada, com cerca de 46,4 GW em 1.176 empreendimentos, enquanto o Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição, com 22,1 GW distribuídos em 652 projetos.


Apesar do desempenho recente, o estado enfrenta desafios para manter a competitividade na atração de novos projetos. Segundo Darlan Santos, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais (Cerne), o principal entrave atualmente é a limitação na infraestrutura para escoamento da energia produzida. “O Rio Grande do Norte vive um momento de diminuição de investimentos devido às restrições para escoamento da energia, o que tem aberto espaço para a transferência de projetos para outros estados, como a Bahia”, afirma.

 
 
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