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Brasileiro Cristian Ribera é favorito a pódio inédito nas Paralimpíadas de Inverno: "A medalha vai vir"

Atual campeão mundial de esqui cross-country, atleta é irmão de esquiadora olímpica e passou por 21 cirurgias nos primeiros anos de vida.



"A medalha vai vir!". Cristian Ribera esbanja confiança às vésperas de disputar as Paralimpíadas de Inverno de Milão-Cortina. Não à toa. Aos 23 anos, o brasileiro já carrega a experiência de duas edições dos Jogos e chega à Itália como atual campeão mundial do sprint no esqui cross-country da categoria sitting, para pessoas que competem sentadas. O esquiador rondoniense é favorito a um pódio paralímpico inédito para o Brasil. Participará de quatro provas na Itália e entrará em ação pela primeira vez nesta terça-feira, 10 de março, justamente no sprint.

– Vamos chegar voando. Estarei no melhor da minha forma física. Sempre fui me preparando para este momento. De quando escolhi ser atleta até participar dos Jogos, decidi que viraria medalhista paralímpico. Esse sonho nunca mudou e nunca vai mudar - disse o esquiador. Esporte como ferramenta para o tratamento


Cristian começou cedo nos esportes. Aos quatro anos, recebeu indicação médica para praticar natação. Seria uma forma de ajudar no tratamento. O atleta nasceu em Cerejeiras, Rondônia, com prognóstico de apenas duas horas de vida. Logo teve de se mudar para Jundiaí, no estado de São Paulo. Era preciso buscar estrutura para tratar a artrogripose, uma doença congênita que afeta as articulações das extremidades. – Minha mãe me trouxe com três meses, porque lá (em Rondônia) não tinha recursos. Foi na cara e na coragem. Depois de um tempo, meu pai buscou o resto da trupe (os irmãos). Eu já fiz 21 cirurgias. Era para tentar fazer a correção das pernas, que eram atrofiadas. Eram bem tortinhas. Fiz um monte de cirurgia até os 11 anos. Foi uma batalha. Comecei nesse mundo dos esportes e foi libertador – contou Cristian. Com incentivo da mãe, Solange, Cristian fez natação, atletismo, tênis, bocha e dança. No esporte, conheceu outras pessoas com deficiências.


– Daí para frente foi só alegria. Ganhei mais autonomia. Eu me perguntava por que eu era diferente. O esporte me mostrou que eu não estava sozinho.

 
 
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