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Blocos produzidos por presos de Alcaçuz são usados na pavimentação de ruas em Nísia Floresta

Dezenove ruas do bairro Hortigranjeira, em Nísia Floresta, estão sendo pavimentadas com blocos de piso intertravado produzidos por detentos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. A obra vai garantir o calçamento de todas as ruas da comunidade, localizada nas proximidades da unidade prisional.


A iniciativa é resultado de um convênio entre a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e a Prefeitura de Nísia Floresta. Além de fornecer o material utilizado na obra, o projeto utiliza a mão de obra dos internos na fabricação dos blocos.

A produção começou a ser estruturada em 2024, a partir de projetos de capacitação profissional desenvolvidos pela Seap em parceria com o Tribunal de Justiça, o Ministério Público do Trabalho, o SENAI e a ONG Reforamar. Internos selecionados pela Comissão Técnica de Classificação (CTC) receberam formação teórica e prática sobre fabricação e instalação dos blocos, incluindo conteúdos relacionados à construção civil, preparação dos materiais e cura do concreto.


Para estruturar a produção, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) doou betoneiras profissionais e outros equipamentos utilizados na fabricação das peças.


Com a ampliação do projeto, foi implantado o polo fabril de Alcaçuz. Atualmente, 16 internos trabalham diretamente na produção dos blocos de concreto. Segundo a Prefeitura de Nísia Floresta, o uso do material fabricado na penitenciária pode representar uma redução de até 60% nos custos de pavimentação.


Mais de 260 mil blocos já foram produzidos no parque fabril de Alcaçuz, sendo 61 mil destinados a obras em Nísia Floresta. A unidade conta atualmente com duas plantas voltadas à fabricação de peças de concreto.

Além da produção de blocos, outros 130 internos participam de diferentes frentes de trabalho na penitenciária, como fabricação de esquadrias de alumínio, marcenaria, reciclagem e confecção de roupas, bolsas, mochilas e terços.

Para a Seap a atividade permite que os internos adquiram experiência profissional e desenvolvam habilidades que podem ser utilizadas após o cumprimento da pena. O trabalho integra as ações de capacitação profissional e ressocialização desenvolvidas pela secretaria no sistema prisional do Estado.


 
 
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