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Ataque em escolas poderá ser considerado como crime hediondo



Nesta modalidade, o condenado não tem direito a fiança nem liberdade provisória, e a progressão de pena é mais lenta


O governo federal vai apresentar um projeto de lei para considerar violência contra escolas como crime hediondo e criar, no Código Penal, a modalidade de homicídio dentro de instituições de ensino. Essa é uma sugestão feita por familiares das vítimas do ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC). O crime ocorreu em 5 de abril de 2023: um homem invadiu as dependências da instituição e matou quatro crianças, entre 4 e 7 anos.


O texto faz parte do conjunto de ações relativas à segurança pública pelo Programa de Ação na Segurança (PAS), lançado nesta sexta-feira (21), em cerimônia no Palácio do Planalto.


Ao considerar um crime hediondo, a lei estabelece maior rigor em relação ao condenado. Não é possível pedir fiança nem liberdade provisória, e a progressão da pena é mais lenta. São considerados hediondos os crimes de tortura, tráfico de drogas, terrorismo, homicídio qualificado, latrocínio, estupro, entre outros.


A proposta busca mudar a lei de crimes hediondos para que não só homicídio dentro das escolas faça parte do rol, mas também a violência em instituições de ensino de natureza gravíssima e lesão corporal seguida de morte.


Há ainda a previsão de criar um novo crime, denominado "violência em instituições de ensino". Essa modalidade se aplicaria às situações de lesão corporal praticadas no interior dessas instituições, a partir de alteração do Código de Processo Penal, com pena de detenção de três meses a três anos. "Em caso de lesão corporal grave, gravíssima, lesão corporal seguida de morte ou quando o crime for cometido contra pessoa com deficiência, a pena seria aumentada em 1/3", diz o governo.

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